sexta-feira, 25 de maio de 2012

Um pequeno esclarecimento


Acabaram de me perguntar o porquê de eu ser uma valquíria, segundo este blog . Valquírias, segundo a mitologia nórdica, (nome original valkyrja, que significa "escolher os mortos"), são amazonas que andam lado a lado com Odinn em suas batalhas. Para os humanos, são elas quem decidiam quem morria e quem sobrevivia a uma guerra, quem iria para Valhalla, lar dos grandes heróis que morriam em batalha. São geralmente lindas e destemidas. Nunca entendi direito o porquê de um pequeno contigente de amigos me chamar de valquíria, mas gostei da alcunha. É bom para criar personagens (e blogs) novos, torna o ato de se expressar mais fácil. E, talvez por eu justamente não me considerar uma verdadeira Valkíria, que tenha o poder de decidir sobre vidas alheias, e que seja digna de histórias contadas há séculos atrás, que me nomeio 'uma valquíria desarmada': sem escudos, sem armaduras, sem armas. Apenas a garganta  e o peito aberto para se defender e se expressar. E venho tentando.

O não-príncipe encantado

Os olhos castanhos. Os longos cabelos castanho-escuros. Do tipo calado, observador. Do meu tipo, talvez.Não muito alto, não muito baixo, porém  alto o suficiente para mim. Teria ele o mesmo nível de (in)sanidade que eu, será se ele sentiria o mundo como eu sinto? E se ele sentisse algo por mim?  Mas por que diabos eu estou me perguntando isso? Por mais que ele fosse o que tivesse de ser, não o quero. E se o quisesse, seria como uma bela flor numa redoma de vidro, ou um belo pássaro preso numa charmosa gaiola: apenas para observar, contemplar, admirar. Por mais belo que seja, por mais que viesse a ser qualquer coisa para mim, me contento apenas com o singelo ato de poder prestar atenção aos seus movimentos. Porque um dia, eu sei, a flor vai secar, e o pássaro vai querer ir embora.

sábado, 5 de maio de 2012

Uma revisão um tanto tardia

No início, um sentimento de perda e pavor me tomaram a mente. Estava sem uma grande amiga por perto e a caminho de eventos importantíssimos. Minha primeira reação: o pior ano da minha vida. Já estava esperando tudo de ruim que viesse: brigas, pressão, distanciamento de uns, enfim, como já disse, sentimentos ruins em geral. Como esperado, tudo isso ocorreu. Mas não foi tão ruim. Em contrapartida, ganhei certos presentes: estes se chamavam AMIGOS, dos que se pode ter para a vida toda. Amigos novos, amizades refeitas e intensificadas. Me distanciei de certas coisas, não exatamente do que esperava, e mais tarde descobri que eram coisas totalmente supérfluas pra mim. Gostei do ano. Obrigada 2011. E o senhor, 2012, que seja muito melhor do que vem sendo agora.

Sábado à noite

E mais uma vez, me sinto só. Provavelmente, apenas um sentimento repentino, característico desse tipo de situação. Ou não.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Um pequeno desabafo

Às vezes eu me sinto como um anjo mudo. Como anjo  protetor, tento, com todas as minhas forças, proteger as pessoas que eu amo- seja do mundo afora, das pessoas que a cercam ou delas mesmas- e o meu único recurso para tal tarefa seriam palavras, possíveis sons emitidos por meus lábios. Na qualidade de muda, tento explicar, usar do meu recurso, expressar-me para dizer aos meus: "não faça", "pense nisso", "não vá", "é errado". Não consigo. Para mim, as palavras saem de minha boca como, no máximo, um murmúrio, um balbuceio, para quase todos inaudível. Gesticular é pior, parece piorar o não-entendimento. Além de muda, pareço ser péssima em mímicas. Me vejo inútil, pequena, invisível, o nó na garganta e uma angústia apavorante me tomando a alma, e apenas assisto. Então, esse anjo que não pode exercer sua função presencia, atônita, a castelos de seja-lá-o-que-for serem destruídos por uma certa força, com as asas murchas, os olhos cansados de tanto lamentar, o aperto no peito e a esperança de um dia conseguir sua tão sonhada voz.