segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Algo que transmite um atual pensamento contínuo.
J'sais pas comment c'est arrivé
J'sais pas si c'était toi ou moi
Je sais juste que c'était nous
Et notre nature sauvage
Volontairement kidnappée
Délibérément traînée
Décidément arrachée
Pendant que tu coules entre mes jambes
J'sais pas jusqu'où ça ira
J'sais pas si un jour nous pourrons dénouer
Cette grande folie, ou peut-être juste le destin
Est qu'on veut se délier
Je dis tout ça en faisant la moue
Je dis tout ça tendrement
Mais je ne parle pas français
Je ne parle pas français
sábado, 20 de outubro de 2012
Uma breve descrição do indescritível
Olha por sobre os óculos
Sorri
E me salva da agonia de passar alguns incontáveis minutos distante.
Sorri
E me salva da agonia de passar alguns incontáveis minutos distante.
And here it comes again.
O sorriso indefectível que me tira o ar e as preocupações do dia. Os lábios que me fazem esquecer do mundo lá fora. O cheiro, inconfundível entre todos os outros no mundo, que no final do dia permanece preso a mim. O corpo que me abraça e me toma a vontade de me mexer e de explanar a minha hiperatividade constante. Os olhos, ah os olhos! Não consigo definir a cor, nem o quanto me sinto bem ao olhar pra eles. Tudo nele me faz pensar cada vez mais nele o quanto eu fui incompleta ao me privar de tal presença por todo esse tempo. Minha enorme insegurança me impede de dizer isso claramente, mas não de demonstrar : eu estou cada vez mais presa e apaixonada por ele. Tanto que nem consigo externalizar completamente por palavras. Ah, droga. E lá vou eu de novo.
Por que Belle não é nota 10?
Uma professora minha, antes de fechar as notas, disse que me daria um 9 e me perguntou por que eu não sou nota 10. Conversamos e, mesmo que tarde demais, resolvi escrever este e-mail a ela:
"Cara professora,
Provavelmente as notas já foram fechadas, mas eu me senti obrigada a lhe escrever esse e-mail. Passei as últimas horas pensando no que conversamos e tentei traduzir a conversa para um pouco da minha vida. Na escola, sobretudo em inglês, português ou história, 'ser 10' era uma tarefa muito difícil: quicava entre nove-vírgula-oitos e nove-vírgula-noves e nunca segurei um dez (ao menos, até o terceiro ano). Quando finalmente respirava para ver o meu erro, era sempre a mesma coisa: algo pequeno demais para não ser evitado, se não fosse a minha incontrolável afobação. Reparei também que sempre tive essa mania insana: falo rápido demais, me mexo rápido demais, digito rápido demais. Como já disse antes, me atropelo e acabo por entreter entes queridos e (des)conhecidos. Não culpo os que realmente gostam disso, mas me sinto um tanto quanto frustrada. A minha intenção não é deixar todos ao meu redor talvez até atônitos com o meu modo de ser, só queria me comunicar. Me veio à cabeça a estúpida metáfora de que os meus textos seriam um trem-bala que produz um barulho alto e confuso- e gostei disso. Quem sabe não seria esse o termo apropriado para o meu tipo de escrita? Por sinal,me senti honrada quando a senhora disse que gostava dos meus textos- como pode alguém gostar do barulho ensurdecedor de um trem-bala? A própria 'maquinista' o odeia!
"Ora, Belle, deixe de besteira e responda logo de uma vez!", não paro de dizer a mim mesma. Afinal, é para isto que estou escrevendo, certo? Pois bem.
Acho que o principal motivo para não ser 10 seria essa tal rapidez. Já disse que realmente não gosto disso, e venho trabalhando a respeito.Entendo que isso acabará por ser prejudicial a mim mesma quando tiver de escrever os infinitos textos acadêmicos feitos nas formas já moldadas há tanto tempo na universidade em que vivo (não estudo, nem trabalho:vivo mesmo, passo mais tempo lá do que em casa, e às vezes sinto que a minha família de verdade também está lá)e que me serão intensamente cobrados. O 9 me sai justo porque acho que devo trabalhar mais nisso. Estou tentando ao máximo agora, nesse exato momento estou tentando cuidadosamente pensar no que escrevo e como escrevo (mas ainda assim acho que vai sair um tanto corrido). E também por que sou um fracasso total em fichamentos e em ficar quieta na aula! (a respeito da minha inquietude, preciso explicar, era puramente por eu amar incondicionavelmente a sua aula e como ela me fazia chegar perto do que poderia ser eu mesma, certo? peço desculpas por isso.)
Espero ter sido o mais clara possível. Obrigada por tudo, professora, espero vê-la mais vezes durante o resto dos meus dias na UFBA- e fora dela.
Atenciosa e carinhosamente,
Belle Lima."
Resolvi postar aqui puramente por fazer- e por demonstrar a minha ansiedade pela resposta, ainda não dada. Acabei de escrevê-lo, e espero que ela me responda o mais rápido possível.
E sigo esperando.
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