sexta-feira, 25 de maio de 2012
O não-príncipe encantado
Os olhos castanhos. Os longos cabelos castanho-escuros. Do tipo calado, observador. Do meu tipo, talvez.Não muito alto, não muito baixo, porém alto o suficiente para mim. Teria ele o mesmo nível de (in)sanidade que eu, será se ele sentiria o mundo como eu sinto? E se ele sentisse algo por mim? Mas por que diabos eu estou me perguntando isso? Por mais que ele fosse o que tivesse de ser, não o quero. E se o quisesse, seria como uma bela flor numa redoma de vidro, ou um belo pássaro preso numa charmosa gaiola: apenas para observar, contemplar, admirar. Por mais belo que seja, por mais que viesse a ser qualquer coisa para mim, me contento apenas com o singelo ato de poder prestar atenção aos seus movimentos. Porque um dia, eu sei, a flor vai secar, e o pássaro vai querer ir embora.
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